quarta-feira, 23 de julho de 2014

Reflexões sobre mochilar pela Bolívia



A Bolívia me deixou muitas marcas, mas o que me deixou mais pensativo e reflexivo é a situação de extrema pobreza que vive o povo, o saneamento básico é muito precário, assim como as condições de higiene. A comida não é nutritiva por isso, talvez, os bolivianos sejam de estatura mais baixa e aparentemente mais fracos e franzinos.
Os pontos fortes da Bolívia são a beleza da natureza encontrada nos Andes, suas montanhas, morros, vulcões, desertos, lagos etc. Isso tudo nos impressiona, são paisagens que provavelmente nunca iremos ver igual em nenhum outro lugar do mundo.
A altitude e as temperaturas baixas contribuem para a cultura da coca e das vestimentas bem peculiares, que especialmente as bolivianas vestem.
Sua música e seus artesanatos nos chamam muita atenção devido a criatividade e perfeição  de suas confecções.
A economia da Bolívia é boa para os turistas, pois sua moeda é fraca em comparação com o Euro, Dólar e Real, assim os mochileiros são bem vindos, mas também explorados por sua melhor condição financeira, pois os preços variam muito para as diferentes nacionalidades.
Portanto, a Bolívia me ensinou muito sobre o mundo, ou seja, um pequeno país pode nos ensinar muito em todos os sentidos, serei eternamente grato aos bolivianos por me mostrar que um país pequeno e pobre vale muito, por isso Che ao passar pela Bolívia construiu sua história, consciência e leitura do mundo.

10º dia - La Paz/Santa Cruz de la Sierra/São Paulo

Acordei às 5 da manhã do dia 20/1/2014, uma segunda-feira, tomei um banho e peguei um táxi até o Aeroporto de La Paz por 50 BOB, depois de 1 hora de viagem cheguei até o Aeroporto, confuso e cheio de filas. Fiz o check-in e tive pegar uma imensa fila para a taxa de embarque do Aeroporto para voos nacionais de 15 BOB, pois estava indo de avião até Santa Cruz de La Sierra.

O voo saiu de La Paz Às 07h19 e chegou às 08h20 em Santa Cruz de La Sierra, fui tomar café com coisas que havia comprado no dia anterior em Copacabana, bolacha salgada, bolacha doce, suco e salgadinho. Fiquei descansando e pouco e depois fui andar em volta do Aeroporto de Santa Cruz de La Sierra, usei a internet por 4 BOB, fiz o check-in, despachei a bagagem e paguei a taxa do Aeroporto para voos internacionais de 174 BOB, 25 dólares. Após fui fazer câmbio dos 140 BOB que me sobraram, troquei por 20 dólares, mas não consegui trocar alguns poucos BOB trocados e levei embora pro Brasil de recordação.
Às 11h45 da manhã fui me apresentar para o voo para São Paulo e senti na pele a segurança nacional boliviana, primeiro a conferência do ticket de entrada no país na imigração, depois um questionamento se era brasileiro ou não e o que veio fazer no país e quantos dias ficou, uma revista pela minha mochila de mão e mais uma pelo corpo todo até que eu conseguisse chegar até a sala de embarque. O voo partiu de Santa Cruz de La Sierra Às 12h50, horário da Bolívia, com previsão de 2h45 minutos de voo, cheguei a São Paulo às 17h40 da tarde, após duas turbulências no voo e 2 horas a mais no fuso horário. Após passar pela imigração brasileira no Aeroporto Internacional de Guarulhos eu estava no Brasil novamente cheios de histórias e experiências pra contar!

Gastos 10º dia - 20/1/2014 (segunda-feira)
50 BOB táxi para Aeroporto de La Paz
15 BOB taxa de voo nacional na Bolívia
4 BOB internet
174 BOB taxa de voo internacional na Bolívia
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Total 243 BOB (36 dólares)
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Total de Gastos da Viagem de 10 dias = 860 dólares ( R$ 1.900,00)

terça-feira, 22 de julho de 2014

9º dia - La Paz/Copacabana/La Paz

Depois de onze horas de viagem, saindo da cidade de Uyuni e com uma parada em Oruro, chegamos às 10h da manhã na rodoviária de La Paz, usei o banheiro por 0,50 BOB, tomamos café e pegamos um táxi com o dinheiro da caixinha coletiva até o Cemitério de Laz Paz, pois é de lá que sai os ônibus para Copacabana.
La Paz parece uma grande favela e me lembrou muito minha cidade: Diadema! Suas casas são todas de alvenaria, pois assim pagam menos imposto ao governo, tem muitos morros e um enorme trânsito tanto de carros como de pessoas, assim como em todos os lugares da Bolívia, em La Paz se comercializa tudo.


Saímos de La Paz às 11h50 em um micro-ônibus por 20 BOB com previsão de 3 horas de viagem até Copacabana, na divisa com o Peru, ao lado do Lago Titicaca.
Após 2h15 de micro-ônibus tivemos que descer e pegar uma balsa para continuarmos na estrada final até Copacabana, pagamos 2 BOB para atravessar de balsa e depois de 5 minutos em um barco sobre o Lago Titicaca, e o nosso ônibus em outra balsa, chegamos ao outro lado da estrada.

A vista do Lago Titicaca é linda, o lago é enorme, considerado um dos maiores lagos navegáveis do mundo. No caminho final até Copacabana contornamos uma boa parte do Lago e mais 1h15 de micro-ônibus estávamos em Copacabana.


Chegamos a Copacabana às 15h30 e fomos encontrar um Hostel para as meninas e seria onde eu iria deixar minha mochila enquanto conhecia a cidade, andei muito pela sua rua principal com diversos comércios, restaurantes e agências de viagens, depois almocei frango, arroz e batata frita por 18 BOB, após o almoço fui passear na Catedral e em um pequeno museu, depois fui comprar alguns artesanatos, uma luva de pelo de alpaca por 25 BOB para minha mãe e uma flauta pra mim por 7 BOB.


Às 18hs fui procurar um ônibus para voltar a La Paz e dormir por lá, fechei a passagem por 25 BOB, a última do ônibus “2 de Febrerero”, e para a minha surpresa era um lugar ao lado do motorista de frente com o para-brisa, pensei em trocar de ônibus, pois estava com medo da estrada, mas como já havia deixado minha mochila no bagageiro resolvi ir mesmo assim. Depois de uns 45 minutos de viagem o pneu direito da frente do ônibus estourou bem do lado onde eu estava e em uma curva contornando o Lago Titicaca, por 3 segundos minha vida toda passou na minha mente, fechei os olhos e me segurei até que o motorista freasse já em cima do Lago, por um momento pensei que minha viagem terminaria ali mesmo e pior, a minha vida também. Ficamos a beira da estrada passando frio até que o motorista conseguisse trocar o pneu do ônibus, fiz amizade com uns argentinos e enfim voltamos pra estrada, mas agora com mais medo ainda.
Cheguei a La Paz às 22h da noite com muito frio e medo de ser assaltado, pois nesse momento eu já estava sozinho, as meninas iriam segui viagem até o Peru a partir de Copacabana, então fui procurar um Hostel pra tomar um banho e dormir até a manhã seguinte. Dormi no Hostel Isodoros bem ao lado da Rodoviária de La Paz, meio caro, mas pelo horário e o perigo de ficar sozinho perdido em La Paz a noite toda resolvi pagar 60 BOB por uma noite. Tomei banho, usei o wifi do Hostel e assisti Bob Esponja em espanhol na TV antes de dormir.

Gastos 9º dia – 19/1/2014 (domingo)
0,50 BOB banheiro
20 BOB  ônibus de La Paz para Copacabana
18 BOB almoço
12 BOB lanche
25 BOB ônibus de Copacabana para La Paz
60 BOB Hostel em La Paz
7 BOB flauta
25 BOB luva
1 BOB banheiro
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Total 123 BOB (18 dólares)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

8º dia - Uyuni/La Paz

No sábado 18/1/2014 acordei às 9h30 da manhã na cidade de Uyuni, tomei um banho no Hostel e fui comprar algo pra tomar café, gastei 1 BOB em bolachas, 5 BOB em um suco, e comprei bolachas salgada e doce por 4,50 BOB para levar para a viagem até La Paz. Depois fui fazer câmbio de moedas e parei na agência de viagens Boliviana de Aviación para comprar um passagem de avião de La Paz até Santa Cruz de La Sierra para a segunda-feira dia 20/1, dia que teria que voltar.
No restante da manhã caminhamos e conhecemos o que faltava da cidade de Uyuni, passamos em uma pequena feira de livros na praça e eu comprei o livro: Diário do Che na Bolívia por 20 BOB, depois paramos pra almoçar em um lugar super barato, ao preço de 13 BOB comemos frango com arroz e batata frita e dividimos uma cerveja, a Potosina, 18 BOB. Depois do almoço fomos usar o wifi do Hostel pra acertarmos os últimos detalhes da viagem até La Paz. No fim da tarde compramos coisas para o café do dia seguinte, bolachas e suco que somados ficaram em 7,5 BOB. Terminamos a tarde na Praça Central de Uyuni jogando conversa fora e vendo os turistas e os bolivianos em sua rotina, liguei pro Brasil por 5,40 BOB pra dar sinal de vida.
Voltamos para o Hostel arrumamos nossas mochilas e fomos até a rua onde pegaríamos o ônibus até La Paz, tomamos o ônibus às 20h15 com previsão de chegada em La Paz às 7h da manhã, um ônibus em melhor estado do que pegamos anteriormente no país, não passamos frio, mas sofremos um pouco com a altitude no meio da viagem, as folhas de coca no ajudaram a suportar, as poltronas inclinavam bem para podermos dormir um pouco enquanto ficávamos preocupados com os perigos da estrada em mais uma longa de viagem, 11 horas pelas ruins estradas da Bolívia.

Gastos 8º dia - 18/1/2014 (sábado)
721 BOB avião de La Paz para Santa Cruz
10,50 BOB café da manhã e janta
13 BOB almoço
6 BOB cerveja
6 BOB café da manhã 
5,40 BOB telefone
5 BOB batata frita
20 BOB livro
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797 BOB (116 dólares)

domingo, 20 de julho de 2014

7º dia - Salar de Uyuni (3º dia de passeio)

Bom dia, hoje dia 17/1/2014, depois de uma noite aconchegante no Hotel de Sal com banho quente ao preço de 10 BOB, acordamos às 6h da manhã com o tempo frio e com chuva, tomamos um café preparado pelo nosso guia com direito a pão, chá, café, leite, iogurte, granola, geleia, manteiga e doce de leite.
Mesmo com o tempo ruim partimos ansiosos rumo ao Salar, depois de um longo percurso chegamos às 12h ao vilarejo de Colcham e fomos adorar imensidão de sal ao nosso meio, a ilusão de ótica faz a nossa imaginação, o sol queima assim como o frio, venta muito e é impossível ficar sem óculos escuros devido à claridade proporcionada pelo sal. Almoçamos com o jipe sendo nossa mesa, depois fomos andar pela imensidão de sal, conhecemos o Hotel de Sal desativado e um pequeno museu que fica no meio do Salar, tiramos diversas fotos e nos divertimos muito com os pés descalços no chão do deserto de sal de 12.000 quilômetros quadrados. A extração de sal do Salar é uma das principais atividades econômicas da região, sal que é exportado para diversos países.
Enfim terminou nossa expedição de três dias pelo Salar de Uyuni, às 17hs voltamos para a cidade de Uyuni, chegamos lá 18h30, passamos na agência de turismo pra pagar mais uma taxa de 30 BOB referente à hospedagem no Hotel de Sal, agradecemos ao nosso guia Hector, depois fomos tentar comprar passagens para La Paz, porém não conseguimos para esta noite só para a noite de amanhã dia 18/1 por 120 BOB, então pagamos 40 BOB pra mais uma noite no Hostel que já havíamos ficado da cidade, tomamos um banho e fomos comer umas iguarias bolivianas, um lanche de hambúrguer simples com pão por 4 BOB e compramos um vinho por 23 BOB para nos esquentarmos em mais uma noite fria. Fomos dormir bem tarde e já alegres devido ao vinho, no dia seguinte não precisaríamos acordar tão cedo, pois teremos o dia livre até a nossa ida até La Paz a noite.















 

Gastos 7º dia - 17/1/2014 (sexta-feira)
10 BOB banho quente
1 BOB banheiro
30 BOB taxa passeio Salar de Uyuni
40 BOB Hostel 
4 BOB lanche
23 BOB vinho
120 BOB ônibus para La Paz
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Total 225 BOB (33 dólares)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

6º dia - Salar de Uyuni (2º dia de passeio)

No dia 16/1/2014 acordamos às 05h30 da manhã, tomamos café com panqueca, manteiga, geleia e doce de leite. Saímos às 06h de jipe quando ainda nevava pra continuar a aventura pelo Salar, acordamos com o alojamento cheio de neve em seu telhado e a estrada parecia de filme, um rastro de barro e o restante do ambiente completamente branco de neve, no horizonte o sol nascia criando um espetáculo de visão, assim começa o nosso 2º dia no Salar de Uyuni.
Ao chegar próximo à Laguna Colorada tivemos que pagar 150 BOB para entrar no parque que dá acesso às lagoas que iremos visitar e pontos turísticos, essa grana é para manutenção do parque.  
Às 07h da manhã chegamos aos Gleisers, orifícios de vulcão, alguns com lavas e um cheiro muito forte de enxofre, andar por aqui é muito perigoso, pois caso pise em um orifício de vulcão poderemos nos queimar e ficar presos nele, por isso nosso guia nos dava orientações de onde pisar e andar. O tempo continua fechado e com muita neve, aproximadamente zero grau de temperatura.


Seguimos viagem e chegamos às Águas Termales, uma espécie  de piscina aquecida pelo calor do vulcão, mas estava muito frio e cheio de turistas, então deixamos para o final do percurso do dia de hoje. Adiante paramos nas Rochas de Salvador Dali, esculturas incas em cima de montes, chamada assim porque lembra os quadros do artista.
Continuamos a aventura e fomos até a Laguna Branca e a Laguna Verde, esta última fica a 4.350 metros de altura, a maior altitude que enfrentamos até agora, ficamos cansados, sem ar com um pouco de dor de cabeça, mas as folhas de coca nos ajudaram a suportar tal altitude. As cores destas Lagunas são formadas pelos diversos componentes químicos presente em suas águas, nestas Lagunas avistamos também alguns flamingos.


Voltamos então para as Águas Termales quando já havia sol, porém a temperatura estava por volta de 10 graus e a temperatura da água na piscina natural a uns 30 graus, um banho totalmente diferente que você já tenha tomado em sua vida, a água quente abre seus poros e limpa a pele, além de revitalizar a alma. Paguei 3 BOB para usar o vestiário e me trocar antes e depois rapidamente, pois continuava muito frio e o risco de pegar uma gripe devido ao choque térmico é enorme!
Logo após as Águas Termales fomos até a Laguna Colorada que fica a 4.780 metros de altura, onde podem ser vistos vários tons de cores na lagoa, tiramos muitas fotos dos flamingos. Almoçamos em um vilarejo próximo a esta Laguna, o cardápio de hoje foi de: arroz, milho, atum, água ou refrigerante e laranja.

Após o almoço paramos na Árvore de Pedra que foi moldada por rochas vulcânicas e pelo vento há milhares de anos atrás.  Em seguida passamos na Montanha de Sete Cores em meio ao frio e a neve, novamente.
A próxima parada foi na Laguna Honda (funda) que fica a 4.128 metros de altura, avistamos novamente muitos flamingos diante de sua cor branca. Em seguida fomos até a Laguna Hedionda que tem uma coloração verde e branca, ela tem este nome devido ao seu teor de enxofre. Próximo a esta encontramos a Laguna Canhaba que é muito parecida com a Hedionda, no caminho vimos muitas vicunhas, animais que parecem veados. Em seguida passamos por um vulcão ainda ativo e seguimos a estrada para o próximo alojamento da segunda noite, no caminho avistamos a Cordilheira dos Andes no lado chileno.  



Chegamos ao Hotel de Sal às 19h, este será o local desta noite, suas paredes são feitas por blocos de sal que criam um ambiente confortável e isolado das oscilações térmicas da região. Tomamos um chá de mate de coca antes do jantar para nos esquentarmos, e no jantar comemos: carne de lhama com vegetais, tomamos vinho e de sobremesa abacaxi com calda.
Fomos dormir às 23horas depois de um banho quente, coisa que no alojamento da noite anterior não tivemos, quentes e agasalhados chegou a hora de descansar e se preparar pro terceiro e último dia de Salar de Uyuni, o dia mais esperado onde encontraremos um enorme deserto de sal, criado pela natureza há milhões de anos.

Gastos do 6º dia - 16/1/2014 (quinta-feira)
150 BOB Parque Salar de Uyuni
3 BOB banheiro
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Total 153 BOB (22 dólares)
   

quinta-feira, 17 de julho de 2014

5º dia - Uyuni/Salar de Uyuni (1º dia de passeio)

No dia 15/1/2014 acordei cedo e fui tomar um café e dar uma volta pela cidade de Uyuni, tomei café em um bar ao som de Bob Marley e todo decorado à boliviana, paguei 20 BOB pelo café da manhã (3 três torradas com manteiga e geleia e chá mate). Ao caminhar pelo centro encontrei uma biblioteca pública e tirei fotos do centro e das praças.


Às 9h30 fomos comprar água, 5 BOB, para levar para o Salar de Uyuni e fomos para a agência de turismo que nos levará para os três dias de aventura por meio de um jipe, com um guia local que ficará conosco durante todo o passeio, ele é uma espécie de anjo da guarda, motorista, cozinheiro, amigo, guia etc, seu nome é Hector, faz este tipo de passeio há 15 anos.
Partimos às 10h20 para o 1º dia de passeio no deserto, a primeira parada foi às 10h45 no Cemitério de Trens, um amontoado de trens ingleses antigos, ainda do século XIX, que deixaram de ser usado e viraram ponto turístico da velha estrada de trem da região. Às 11h partimos para San Cristobal onde há uma fábrica de sal desativada, no caminho uma paisagem com muitas montanhas, lhamas, lagos e miragens.



Chegamos em San Cristobal às 12h10 e conhecemos o pequeno vilarejo, às 12h25 partimos outro vilarejo chamado Allota, onde almoçaremos. Paramos para almoçar no meio do deserto próximo ao vilarejo Allota, uma experiência única na vida, a comida foi trazida pelo guia da cidade de Uyuni no jipe, hoje comeremos: quinua (cereal típico boliviano que parece arroz, uma delícia), carne, salada e banana de sobremesa.


Depois do almoço fomos ao chamado Valle de Rocas, uma espécie de falésias de rochas em diversos formatos, esculpidas pela natureza, formadas há uns 30 mil anos atrás. No caminho para Laguna Colorada passamos no vilarejo Vila Mar, onde tiramos fotos de alpacas e lhamas. Antes de chegar a Laguna Colorada passamos na Laguna Campina de cor cinza, e passamos também por uma mina de bórax, mineral que serve pra fazer vidro e solda.








Como o tempo estava fechado e com chuva não conseguimos ver a Laguna Colorada, deixaremos para o 2º dia de passeio, iremos agora direto pro alojamento, onde nesta primeira noite não há banho quente, somente banheiro...rs
Chegamos ao alojamento às 18h da noite, que é bem simples, no meio do nada, como já disse aqui não há como tomar banho quente, e com uma temperatura beirando 5 graus é impossível pensar em tomar banho, teremos que nos virar com os lenços umedecidos. Jantaremos e dormiremos cedo, pois amanhã acordaremos às 5h da manhã para aproveitar bem o 2º dia de Salar de Uyuni, mas antes da janta um chá de mate de coca pra nos esquentar.
Sinto-me inútil diante da cultura e da natureza que encontrei na Bolívia, um povo fechado, mas com um espírito de ajuda muito grande. A pobreza não os faz menores que nós, e essa dificuldade faz com que eles desenvolvam uma criatividade enorme para a sua sobrevivência e para o comércio.
O quarto do alojamento é bem simples com duas cobertas para cada um enfrentar o frio da noite no meio do deserto, a energia será cortada às 21h da noite para racionamento. Aqui estão alojadas pessoas de vários lugares do mundo que estão fazendo o mesmo percurso que nós, porém com outras agências.
Na janta tomamos uma sopa de legumes como entrada e depois macarrão com molho artesanal, com direito a uma garrafa de vinho que preferimos deixar pra tomar na noite seguinte em outro alojamento.
A noite cai e faz muito frio, a temperatura abaixo de 5 graus e a alta umidade são os ingredientes para que ocorra neve, e foi o que aconteceu, foi a primeira vez que vi neve em minha vida, inexplicável, lindo e gelada...rs
Neste dia ficamos sem banho, fizemos uma higiene básica para dormir, pegamos nossos sacos de dormir e colocamos embaixo das cobertas locais para ficarmos mais confortáveis, pois não sabíamos ao certo quando essas cobertas foram lavadas...rs, às 22h horas as 5 meninas (Aline, Clara, Patrícia, Verena e Lia) já estavam dormindo, eu com minha lanterna fiquei mais umas horas tentando entender tudo aquilo, lembrando de casa e de pessoas, e escrevendo algumas poesias.

Gastos 5º dia - 15/1/2014 (quarta-feira)
20 BOB café da manhã
5 BOB água 1,5 L
2 BOB internet
2 BOB banheiro
2,5 BOB sorvete
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31,5 BOB (5 dólares)